O que você está sentindo agora? Você saberia dar um nome exato para o essa emoção? E nesse momento você saberia dar uma cotação para o que você está sentindo: entre 0 (muito fraco) e 10 (muito forte)? Como você sabe que é esta emoção que você está sentindo? Pare um tempo para observar essa emoção …

Como você está respirando nesse exato momento? Você está sentindo as batidas do seu coração? Quais outras sensações você poderia identificar no seu corpo agora?

Que você seja chefe de uma empresa, funcionário público, operário, estudante, dona de casa, aposentado… o sucesso da sua vida está extremamente ligado com a maneira que você gera suas emoções. Sabe por que?

Apesar de que as emoções fazem parte das nossas vidas, que nós sentimos os efeitos e as consequências destas, infelizmente nós não aprendemos a identificá-las para em seguida poder melhor administra-las.

Durante muito tempo as emoções foram consideradas como fenômenos passionais, suscetível de atrapalhar o bom funcionamento da razão. Ainda nos dias atuais esta crença faz parte da nossa sociedade.

No seio das instituições, empresas, escolas e faculdades e mesmo dentro de algumas familias, as emoções não são bem-vindas. A dicotomia emoção contra razão nos impede de adaptar nossos comportamentos às situações vividas. E portanto, as emoções são extremamente importantes para o raciocínio, pois são elas que guiam constantemente nossas escolhas.

Mas o que é uma emoção? No seu livro “As competências emocionais” a autora M. Mikolajczak define uma emoção como sendo um fenômeno com vários aspectos, cujo alguns são perfeitamente objetivados como: a atividade neuronal, a atividade fisiológica (aumento das batidas do coração), os pensamentos que atravessam o espírito, as sensações corporais (ex: dor na barriga), a expressão do rosto (expressão de medo, rosto vermelho de vergonha…), a mudança de postura (retraido, ombros caidos,…).

As perguntas no começo do texto foram no intuito de te reconectar ao seu corpo físico, mental e emocional. Quais foram suas respostas?

As emoções são um estado passagerio provocado por um estímulo interno (um pensamento por exemplo) ou externo (ver uma reportagem que te deixa com raiva p.ex.) ou ainda por uma situação (ex: você vai sair de férias daqui 2 dias e você se sente eufórico(a)). Já o sentimento é uma mistura de emoções e que dura mais tempo (ex: rancor).

Cada emoção terá uma manisfestação fisiológica específica. Por exemplo: o medo vai aumentar as batidas do seu coração e o sangue se dirige para as pernas (por isso vontade de correr, de fugir), a raiva vai dirigir o seu fluxo sanguíneo para as mãos ( por isso vontade de bater).

Segunda a Análise transacional de Eric Berner, as emoções de base são: a alegria, o medo, a tristeza, a raiva. É claro que existem várias outras emoções derivadas  dessas emoções de base tais como: excitação, frustração, decepção, estresse, irritação, confusão, anciedade, etc.

Mas para que sentimos essas emoções? Na verdade, nossas emoções colaboram com nosso inconsciente que este quer passar uma mensagem para nossa consciência. Então nossas emoções estão sempre nos trazendo uma mensagem. Essas mensagens informam o indivíduo sobre a realisação dos seus objetivos (ex: o medo de não passar em uma prova  que o impedirá de obter o trabalho dos seus sonhos; o nervosismo na hora de uma entrevista…) e com relação as suas necessidades (ex: a alegria de estar com pessoas que eu amo que satisfaz minha necessidade de contato; o estresse é a mensagem que minha necessidade de segurança não está sendo satisfeita…).

Uma emoção é também um convite à ação, cuja a função é facilitar a adaptação do invidivíduo ao seu ambiente. Ela guia o comportamento da pessoa para que ela possa agir mais rápido e melhor (o medo facilita a fuga, a raiva dá força para lutar e se defender, a tristeza indica uma perda dolorida, o amor estimula a divisão, o cuidar…).

As emoções são indispensáveis na hora de tomar uma decisão. O desenvolvimento das competências emocionais é  importantíssimo para tomar decisões positivas para o indivíduo e sua família (na hora da raiva e da briga com o chefe, nós somos capazes de bater a porta do escritório sem pensar nas consequências profissionais, familiares e financeiras de tal comportamento).

Assim, o coeficiente emocional é quase tão importante que coeficiente intelectual (QI).Para uma vida tranquila e feliz, é necessário que a cabeça e o coração estejam em harmonia.

Mas o que é o coeficiente emocional? Na verdade, ele informa a grandeza da inteligência emocional do indivíduo, ou seja, sua capacidade de reconhecer seus próprios sentimentos mas também os sentimentos dos outros, sua capacidade de se auto-motivar e de administrar suas próprias emoções e as dos outros.

A innteligência emocional depende das competências emocionais do indivíduo e elas são:

1) Identificação da emoção: é ter a capacidade de identificar suas próprias emoções no momento da sua manifestação. Saber se avaliar com realismo e  possuir uma sólida confiança em si mesmo (ex: estou com medo nesse momento).

2) Compreensão da emoção: é entender a causa e as consequências das suas emoções (ex.: minha raiva é por causa da minha necessidade de me sentir escutada pelo meu chefe (causa), se eu bater a porta e sair eu risco de perder meu trabalho (consequência)).

3) Administração a emoção: saber controlar nossas emoção para que elas possam facilitar no trabalho pessoal, ou seja, poder se recuperar rapidamente de uma pertubaçao emocional para que ela nao atrapalhe nossas atitudes e comportamentos (ex: eu estou estressada por conta dessa prova mais eu sei que sou capaz de controlar esse estresse e dar o melhor de mim para atingir meu objetivo).

4) Motivação: é saber se auto-motivar e usar nossos desejos mais profundos como um GPS que vai nos guiar em direçao aos nossos objetivos, tomando iniciativas para otimizar nossa eficiência e seguir em frente mesmo se existir decepções ou frustrações.

5) Empatia : essa competência é a capacidade de entender e aceitar as emoções dos outros sem julgamento nem críticas, somente observar.

A habilidade de reconhecer e descrever suas emoções e as das outras pessoas é uma habilidade que se desenvolve. Ela não vem da genética. O processo para o seu desenvolvimento consiste na transição de um tratamento inconsciente a um tratamento consciente do que nós sentimos.

Essas competências emocionais vão levar o indivíduo a adiquirir uma inteligência relacional, ou seja, ter relações humanas mais harmoniosas e respeituosas reagindo com mais cautela para resolver diferenças.

Quais dessas competências você possui? Quais delas você acha que precisa melhorar? O que você faz para administrar seu estresse? Como você reage na hora de episódio de raiva? Como você se sente em presença da raiva de uma outra pessoa?

As respostas à essas perguntas te convidam a um momento de introspecção. É essencial de poder se recentrar e se reconectar a si mesmo durante alguns instantes do dia, de fazer um check-up de seu estado emocional.

Quando nós definimos uma destinação para nosso GPS, primeiro ele tem que identificar nossa posição do momento não é? Pois é a mesma coisa com relação às nossas emoções, primeiro é preciso de identificar onde estou para poder decidir para onde vou (ex: nesse momento me sinto estressada à 9/10 e quero diminuir esse estresse a 2/10 em 10 minutos).

Somente depois ler GPS me dará os caminhos possíveis para chegar a minha destinação (com ou sem pedágio, com ou sem desviação…). Após essa identificação você poderá escolher o melhor caminho para chegar mais rápido à sua destinação, sou seja, os comportamentos que te permitiram de diminuir seu nível de estresse, de raiva, de tristeza…

Enfim, essa reflexão com relação as nossas emoções nos mostra como é indispensável identificar nossas emoções antes de querer administrá-las. Você deve ter percebido que utiliso o verbo administrar e não controlar. Na verdade, o verbo controlar pode induzir a confusão que uma emoção deve ser negada, escondida, disfarçada e nós vimos que isso de fato deve ser evitado. Administrar nossas emoções quer dizer que nós devemos aprender a manifestá-las no bom momento, adaptando nossos comportamentos e atitudes de maneira eficiênte.

E como podemos administrar nossas emoções? Na verdade, nós esqueçemos que temos uma maneira super eficiênte e potente ao nosso alcançe: nossa respiração! Aprender a respirar corretamente em momentos de tempestade emocional, pode nos ser extremamente favorável, nos evitando problemas futuros.

Uma boa oxigenação do nosso corpo, em especial nosso cérebro, nos permitirá de não reagir mais sim de agir! Nosso raciocínio será mais eficaz. Primeiro iremos nos conectar a nós mesmos, observando nossas sensações físicas e mentais, procurando qual necessidade não está sendo satisfeita naquele momento.

E por que nós não utilisamos nossa respiração de maneira adequada? Porque nós estamos desconectados de nós mesmos, nós agimos automaticamente culpando os outros pelos nossos estados emocionais e usamos assim uma comunicação nos liberando de nossas responsabilidades.

Uma respiração profunda tem a capacidade de acalmar não somente o corpo mais também o espirito. Uma respiraração eficaz é relaxante, onde o ar penetra pelas narinas enchendo em seguida a barriga calmamente, e depois desse percusso, o ar será eliminado no mesmo ritmo pela boca.

Um minuto de respiração profunda já poderá te trazer benefícios físicos e psicológicos.

Que destinação você quer dar para o seu GPS emocional?

Texto de Sherlla Oliveira

Experte em estratégias de mudança

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