Com que frequência você senta com seu filho para saber o que ele sente? Como seu filho expressa a alegria, a raiva, a tristeza, o medo?

Certos comportamentos infantis, tais como a agressividade, a falta de motivação para os estudos, a desobediência, a timidez, e muitos outros, podem esconder emoções não manifestadas ou camufladas.

Nossos filhos, assim como nós, tem muita dificuldade em transformar males em palavras. Assim, a única maneira que eles acham para colocar uma emoção para fora é adotando comportamentos muita das vezes inadequados.

A definição da palavra emoção é um movimento que deve ser exteriorizado. Assim como uma onda do mar, nós não podemos impedir uma emoção de aparecer. Ela começa devagar, cresce e se fortalece, depois ela cai e desaparece.

Nós não aprendemos a escutar nossas emoções, para pode trasforma-las em palavras e contrôla-las…Assim sendo, é normal que não saibamos escutar e administrar as emoções de nossos filhos.

Nós repetimos, por automatismo, a maneira de funcionar de nossos pais. A intenção não é de criticar nossos pais, que certamente fizeram o melhor que podiam com os recurssos que possuiam. Porém seria interessante de sair um pouco de si, de se observar afim de tomar consciência da maneira como agimos no nosso dia a dia.

Uma criança que teve um dia difícil na escola, poderá chegar em casa e recusar de fazer os deveres, de comer, brigar com os irmãos, responder aos pais… Tentar saber e compreender o que está por traz de um tal comportamento, pode ser a ocasião de abrir uma porta para a comunicação entre pais e filhos.

Essa abertura é essencial para que nossos filhos possam esvaziar a mente e o coração de seus males, que certo, para nós podem parecer sem importância, mas para eles não!

Nós chamamos isso de empatia (uma das competências emocionais que caracterizam as pessoas dotadas de inteligência emocional), a capacidade de encontrar o outro lá onde ele está (na sua tristeza, na sua raiva, no seu medo, ou na sua alegria). Tudo isso sem julgar, nem criticar. O simples fato de se sentir escutado, já ajudará a criança a acalmar o coração, a mente e o corpo… Quem não gosta de ser escutado?

Nós insistimos em manter algumas crenças que nos limitam, tipo, ” se eu escutar o que ele fez na escola, estarei dando razão para o comportamento inadequado do meu filho”. Ou, “eu não tenho tempo para parar de fazer o que tenho pra fazer e escutar meu filho, quem vai fazer a janta e arrumar a casa?” E portanto, 5 minutos de uma verdadeira escuta, olhando nos olhos dos nossos filhos e observando cada atitude não verbal, pode nos fazer ganhar muito tempo. Nós estamos tão absolvidos e obnubilados pelo “fazer”, que esqueçemos de “ser”.

Muitos problemas podem ser evitados dentro das familias quando integramos essas “coisinhas”, simples em aparência, mas grandiosas por seus resultados.

Hoje eu convido você a observar seu filho, mas também a se observar… o que você poderia fazer para melhorar o clima na sua casa? O que mudaria, se você consacrasse um tempo para saber e entender o que está passando na cabeça e no coração do seu filho?

Bela vida a todos vocês!

Sherlla Oliveira (coach em desenvolvimento e trasformação pessoal, profissional, relacional e escolar)

 

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